"A época da escravidão já se foi".
FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA SUZANO PAPEL E CELULOSE COMUNICAM GREVE!
Em carta divulgada nas redes sociais, com comunicado de autoria de funcionários da empresa, trabalhadores insatisfeitos convidam a imprensa de Imperatriz para se fazerem presente na porta da empresa, na próxima (31) quarta feira, ocasião em que promoverão movimento grevista, confira:
Nós funcionários da Suzano Papel e Celulose - colheita florestal, gostaríamos de convidar a imprensa de rádio, televisão e meio digital a estar conosco na data do dia 31 de Março de 2021, em frente ao Polo industrial da empresa Suzano em Imperatriz - MA, onde ocorrerá uma greve, este se deve em razão de várias reivindicações nossas, tais como:
- Equiparação salarial em relação aos outros polos Suzano de outros estados;
- Alimentação - tanto no serviço de confecção das marmitas, como no transporte;
- Metas inalcançáveis - superior ao que o funcionário e o maquinário ofertado suporta;
- Equiparação nos recebimentos de participação de lucros, prêmios mensais;
- Acordos realizados entre sindicato e empresa sem a anuência do funcionário onde firmaram que a empresa pode descontar do funcionário óleo diesel, hidráulico, disponibilidade mecânica, eficiência operacional, entre outros;
- Plano de saúde que no caso tinha que ser nacional para alcançar nossas famílias;
- Falta de higienização nos veículos de transporte dos funcionários;
- A falta de veículos de apoio nos módulos;
- Veículos para transportar o funcionário para poder alimentar-se, pois atualmente estes estão se alimentando no meio do mato, em meio a operação, nestes mesmo locais fazem as necessidades fisiológicas;
- Existência de ponto eletrônico, porém a empresa só autoriza o funcionário a registrar hora extra se essa for superior a 30 minutos, diante disso muitas horas extras não são pagas;
- A madeira cortada não é pontuada de forma correta para obtenção de meta positiva;
- A inexistência de plano de saúde odontológico, que já é realidade em outros polos;
Nesse passo não nos resta outra alternativa a não ser aderir a paralisação em busca dos direitos garantidos pela legislação que garante ao trabalhador dignidade, vez que a época da escravidão já se foi.


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